O capítulo 1 e um novo capítulo da minha vida.


Esses dias dei início a leitura do nosso livro " A Bíblia do Marketing Digital" na varanda gourmet do meu apartamento em Paris. Para quem não sabe, após a minha aposentadoria me mudei já faz cerca de um ano e vivo na Europa através do sucesso da minha rede de lojas que vendem artigos brasileiros.
A princípio, o autor faz uma breve contextualização da internet atualmente e do que ela tem nos proporcionado através do acesso instantâneo da informação sobre produtos e serviços. Lembro que na minha época como chacrete era uma revolução ver a televisão em suas cores veiculando campanhas publicitárias por meio dos comerciais ou dos formadores de opinião daquela época, grande era para os nossos meios de comunicação, diga-se de passagem. 

"A internet nos foi introduzida como um grande catálogo eletrônico que servia como meio de comunicação entre os consumidores e as empresas, os estudantes e as universidade, os leitores e a imprensa, os que queriam informações e os produtores das valiosas informações." (p. 20).

Os anos foram se passando e acordamos na primeira década no século XXI com nossos computadores e celulares repletos de novas funções de teor informativo, lúdico e lucrativos, graças a internet. 
Google, Youtube, Facebook e Wikipedia fazem parte hoje do dia-a-dia de qualquer usuário fiel da rede, juntas essas ferramentas formam uma rede densa de troca de informação e conteúdo que revelam os perfis da contemporânea sociedade consumidora do nosso país.



Os anseios das novas mídias era de entender esse novo consumidor que aos poucos ia surgindo e se aglutinando em blogs, redes sociais e etc. Para começar a entender o novo passo que o mercado publicitário está dando através da internet, é necessário compreender que não foi um processo linear, a internet não surgiu como uma grande descoberta como a minha carreira, a lâmpada ou o telefone, os internautas foram se agrupando, tendo novas ideias e gerando conteúdo até que chegamos ao que temos hoje como rede.

Perceber essa interação e troca de informações dos usuários é de suma importância, já que através da percepção de criar e compartilhar sua própria informação nota-se que a mudança que a internet nos trouxe não foi apenas de tecnologia, mas de paradigma.

"Não há mais separação entre produtor e consumidor. Não há mais exclusividade de produção nem na mídia nem, no software. E o mais importante: não há mais distinção entre informação entretenimento e relacionamento". (P.24 e 25)

Sendo assim, entender o consumidor na rede é estabelecer que ele é quem decide, na internet ele possui o livre arbítrio de estar onde quiser, consumir a informação desejada, se entreter no site que julgar interessante e criar suas relações virtuais através da rede social que faz sucesso na época ou que ele julga melhor. 

Para entender o consumidor por trás das telas dos computadores e smartphones é necessário trabalhar com informações concretas, como dados e informações oferecidas por quem estuda sobre o assunto, como o Comitê Gestor da Internet no Brasil. Essa instituição forneceu diversos dados que ajudam a compreender quem é e como se comporta o usuário brasileiro na internet.

Alguns dados fornecidos:
  • 28% dos domicílios brasileiros possuem computador 
  • O Brasil tem em 2008 cerca de 45 milhões de usuários de internet
  • 20% da população na década passada já possuía acesso à Internet em casa (Lembro muito bem de minha filha Thammy me pedindo um computador para que ela pudesse acessar a rede)
  • Dos entrevistados da época, apenas 17% revelaram que não tinham interesse em fazer uso da internet.
Com o passar dos anos esses dados foram se consolidando e hoje a internet faz parte do convívio da maioria dos brasileiros, todos ou quase todos já utilizaram alguma ferramenta ou serviço que a rede oferece. O consumidor que está usando a Internet no Brasil representa as classes A,B e C, acessa a rede por mais de uma hora toda semana e busca diversão, relacionamento e informação.


Atualmente é muito importante para qualquer marca estar inserida no ambiente online, já que ele faz parte cada vez mais do dia-a-dia do brasileiro. Aliar-se às redes sociais através de posts interessantes e que condizem com quem faz uso da marca, estar antenado às novas tendências e serviços que a internet oferece, estabelecer relações com formadores de opinião e ter veias participativas no setores informativos, lúdicos e de serviço são muitas das estrategias que as marcas podem usar para gerar um novo vínculo com essa nova era de consumidores que estão surgindo e só cresce.

Aguardem nossas próximas descobertas.
     

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